Dia 16 de novembro um grupo de manifestantes entrou na Câmara dos Deputados para defender a Lava Jato que está ameaçada e deu um belo susto nos parlamentares que não esperavam esse ato, o atual presidente da Câmara Rodrigo Maia pediu a prisão deles à polícia legislativa (conforme este link).

Nego-me a usar o termo “invasão”, pois o mesmo distorce a realidade: A Câmara é a casa do povo e deveria estar de portas abertas para ouvi-lo, portanto invasão não foi, pois ninguém invade a própria casa; Errado é expulsar o povo de sua própria casa com poder de polícia ainda.

Segundo a manifestante Isabella Trevisani que estava no local não houve depredação, quem estourou a porta de vidro foi a própria segurança da Câmara que empurrava manifestantes com violência e inclusive uma pessoa foi pisoteada e quebrou a perna. Ninguém pediu ditadura, a verdadeira pauta que a grande mídia escondeu foi o apoio ao juiz Sergio Moro e à Lava Jato, mesmo que para isso seja necessária uma intervenção militar.

No vídeo abaixo é possível confirmar a verdadeira pauta no coro dos manifestantes “Viva Sergio Moro!”.

O deputado Paulo Paim mandou que a mídia fosse retirada para que ninguém visse aquilo com medo de que toda população se inflamasse.

O medo dos deputados é justo: Os manifestantes não foram pagos e nem foram defender partido algum, foram apenas como povo brasileiro em defesa da Lava Jato.

Em resposta à prisão arbitrária e ilegal os manifestantes abriram representação ontem dia 30 de novembro contra Rodrigo Maia. O advogado consultado Mariel Marlei Marra afirmou que o presidente Rodrigo Maia violou os artigos 3º e 4º, da Lei 4898/65 que disciplinam as condutas abusivas praticadas pela autoridade pública contra o indivíduo, e portanto a prisão dos manifestantes foi ilegal.

Conforme as palavras de Mariel: “Trata-se, portanto, dos denominados crimes próprios, sendo que no presente caso, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi quem ordenou ilegalmente a prisão dos manifestantes, mantendo-os sob custódia vexatória e promovendo condução coercitiva até a Polícia Federal sem qualquer crime que justificasse, conforme pode-se verificar nesta notícia (clique aqui para ler a notícia). Estamos noticiando o Procurador Geral da República sobre o abuso de autoridade ocorrido para que ele instaure a ação penal para apurar o fato e punir os responsáveis.”

Os manifestantes reagiram civilizadamente e procuraram seus direitos pelas vias legais, este é um teste para quem ainda acredita na solidez de nossas instituições.

A Isabella Trevisani bem como outros manifestantes estão proibidos de entrar na Câmara, injustamente.

Nós brasileiros prosseguimos aguardando o andamento deste processo.

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