Alguém hoje me enviou este vídeo e resolvi falar a respeito:

Este tipo de vídeo que passeia pela cosmologia do macrocosmo ao microcosmo demonstrando como podemos ser insignificantes e sem sentido, ao mesmo tempo expõe duas outras faces:

Somos importantes porque no meio de toda poeira inerte do universo, estamos VIVOS, CONSCIENTES e SENCIENTES, e essa é a grande diferença de nós para todo resto da criação, não somos minério vagando pelo espaço sem memória, mas somos alguém.

Não é o mero existir da pessoa amada em algum lugar do planeta, mesmo que distante, o motivo de nossa alegria? Peça a uma rocha vagando pelo espaço que sinta, ou proporcione isso.

Há ainda o detalhe que no macrocosmo tudo está absolutamente morto, movendo-se por um impulso inicial irrefreável denominado “Big bang”, mas no microcosmo há ainda alguma vida, e mesmo essa vida, dos micro-organismos embora partes constituintes de nós mesmos, sem nós significado algum possui.

Se por um lado o macrocosmo e toda essa imensidão inalcançável nos parece absurda, por outro toda ela foi feita para nós, para ser nosso lar, para que pudéssemos existir, viver, e aqui está a beleza da coisa, não somos nós micróbios perdidos no imenso e inexplicável cosmo, mas o cosmo feito para nós tão pequenos geometricamente, é o cosmo para nós, e não nós para o cosmo.

Quanto a microcosmo, todo ele é sub-vida, não há sentimento em uma mitocôndria, não há considerações em um núcleo celular, em toda essa finitude curiosa que se apresenta inexplicável, ainda isto é mera estrutura para que nós possamos existir, não são as micro-arquiteturas do microcosmo nossa razão de ser, como dirá a biologia, mas somos nós a razão delas, de que serviria sequer um átomo, se não houvesse quem o interpretasse?

Sem a consciência, o universo jamais faria qualquer sentido, e a consciência é nossa e não das rochas flutuantes e nem do fluxo nas células ou das ligações moleculares.

É a consciência a coisa toda, o universo inteiro existe SÓ por nossa causa.

Não somos nós sem sentido no universo, mas o universo sem sentido sem nós.

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