Quatro jovens lutam pela sobrevivência em uma cidade do interior onde um acidente químico causa um problema de saúde que transforma pessoas em zumbis.

O filme demora para começar, é um erro comum de roteiro, Turner Clay errou feio; pelo menos 45 minutos, metade do filme, para apresentar o cenário, a situação e os personagens, que não são exatamente complexos, o protagonista “Jim”, interpretado por Jay Hayden é a única história realmente explorada, um jovem com uma vida arrumada, feliz, prestes a se casar com seu grande amor; os demais são todos meros coadjuvantes estereotipados, o amigo macho-beta e sua garota boa namorada, e a garota problema que é agressiva por fora mas doce por dentro.

A história é fraca, mas o argumento é bom, um acidente químico com uma explicação razoável.

O ponto alto desse filme é o fato dos zumbis não serem exatamente animais irracionais que continuam atacando esfomeados, mas de ainda possuírem inteligência e memória, alguma consciência, o que difere muito do estereótipo de mortos-vivos inexplicáveis de Romero e Kirkman. O único problema é que tudo que tem começo, tem também fim, pois na origem do problema está sempre a explicação capaz de resolvê-lo, portanto, diferente da redefinição de mundo nos apocalipses zumbis de praxe, esse não é um apocalipse; sim, ele tem um fim.

Jay Hayden interpretou mal, não vestiu o personagem, foi superficial, não convenceu.

O filme todo se passa em um galpão no qual os personagens tem que ficar isolados por segurança, o que torna todo cenário simples e seria talvez um problema para o diretor de fotografia, mas não nesse caso, embora a trilha sonora seja absolutamente ignorável, a fotografia por outro lado ficou maravilhosa, se como roteirista Turner Clay foi um fiasco, como diretor soube orquestrar o suspense melhor que Romero; sim, Clay tem dom para nos assustar, e as cenas de ação ficaram impecáveis.

Se há uma mensagem intencional por trás do filme é impossível discerni-la claramente, mas o filme soa um pouco profético, considerando as experiências russas com drogas como “cloud nine” e “krokodil”.

O filme é razoável, para os fãs do gênero zumbi vale a pena conferir, para os demais públicos não faz diferença.

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