Comecei a assistir Supernatural.

Sim, comecei agora, muito tarde, e a vantagem é não precisar esperar pela próxima temporada como um doido, ou seja, o jeito que estou agora esperando pela próxima temporada de The Walking Dead. 😉

O primeiro episódio da primeira temporada faz a lição de casa, apresenta os protagonistas, os irmãos Winchester, Dean e Sam, dá o tom da narrativa e sua meta geral.

Muito bem produzido e dirigido, as trilhas sonoras contemporâneas ajudam a situar o expectador no tempo, a fotografia é sombria e a edição é sensacional. O elenco colabora na atuação, mesmo com o Sam Winchester de Jared Padalecki é mediano, não convence totalmente, mas não é um problema pois na dupla a personalidade forte é do irmão mais velho, Dean Winchester de Jensen Ackles, que atua melhor, mas ainda não chega ao ápice do convencimento, são bons, mas não são ainda excelentes, estão logo acima do razoável, bons apenas.

Este primeiro episódio teve a direção especial de David Nutter (substituído logo em seguida), e nisso o diretor merece muito crédito, pois sobretudo nas cenas de suspense o trabalho é impecável, não apenas prende a atenção como faz você devorar a tela aguardando a próxima cena, e leva o foco da atenção mais para a história do que para os personagens – isto é raro, e é maravilhoso.

A Warner Bros acertou apostando na história de Eric Kripke sem nenhuma dúvida.

Toda simbologia envolvida é de uma semiótica sonora fantástica, começando pelo sobrenome “Winchester” que sugere armas, empenhadas numa luta contra um mal muito maior, um mal espiritual, em outras palavras, os protagonistas são “armas contra o mal”, numa leitura simbólica que não requer esforço nem muito aprofundamento, não chega a ser subliminar, e sim poético.

Há uma mensagem de fundo clara logo no primeiro episódio: “Não há como fugir de seu destino”. Fatalismo que cabe perfeitamente e cai como uma luva na mão de uma história recheada de sobrenatural.

Para quem gosta de mergulhar de cabeça numa boa história, recomendo muito.

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