O filme dirigido por Stuart Beattie é a dramatização de uma graphic novel de Kevin Grevioux, na qual um personagem clássico da literatura, o Frankenstein de Mary Shelley, é trazido para os dias atuais e participa de um confronto entre demônios e gárgulas, numa sugerida neutralidade entre o bem e o mal, uma existência em busca de um propósito.

Tecnicamente há muitos erros graves, se Beattie dirigiu relativamente bem, por outro lado errou feio no roteiro, que é o primeiro erro grave: o filme começa muito rapidamente praticamente sem situar o expectador, vai direto pra ação sem revelar claramente os motivos; em seguida o figurino e os cenários são muito ruins, faltou espírito de época. O que salva o filme é a atuação maravilhosa de Aaron Eckhart, pois todo resto de elenco não consegue convencer, mais parecem plantas inertes atuando (ninguém se salva mesmo!). A trilha sonora é outro erro, tenta dividir entre tons de épico e moderno, hora sugere uma grandeza atemporal e hora uma futilidade adolescente, matando os grandes momentos. A fotografia é um ponto positivo, praticamente todas as tomadas de câmera e efeitos especiais ficaram ótimos. Por fim, a edição não tem muitos erros, apenas as tomadas de câmera lenta ficaram inadequadas e muito demoradas, soou como exagero.

Em outras palavras, Eckhart salvou o filme do fiasco completo.

A mensagem por trás do filme é que tudo tem um propósito, mesmo que pareça absurdo, e inclui um tom cristão colocando Deus como participante oculto surpresa, como o planejador, estrategista, como sempre é feito nesse tipo de narrativa.

Este filme tinha tudo para dar certo e ser uma grande realização, como Van Helsing, mas foi estragado por uma equipe inadequada, foi sem dúvidas erro da produção.

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