O comunismo desde o princípio com os soviéticos já sentia a dificuldade que era para o homem adaptar-se à hipótese de mundo sonhada por Marx.

Acontece que para viver no mundo da cabeça de Marx, o homem necessitaria ser diferente.

Se conforme o utópico autor dizia “a história da humanidade é história da luta de classes”, então a ética consistiria em beneficiar o pobre em detrimento do rico. Somente por isso, o mundo já teria que ser diferente, pois o homem estaria proibido de sonhar.

Imagine que um homem sonha, alcança seu sonho, e por tal feito torna-se rico.

Este rico seria, do olhar marxista, o vilão, o homem vil, mau.

Deste raciocínio deduz-se que a felicidade seria impossível, ou ainda um erro.

Em outras palavras, toda estrutura da realidade deveria ser outra, para comportar tal ética.

Como no marxismo a hipótese futura é o que vale, e percebendo os soviéticos essa impossibilidade, avançaram na maluquice, com a teoria do “Novo homem soviético”, um homem que seria educado para o comunismo, com uma mente diferente.

Nunca deu certo uma imbecilidade dessas é claro.

Explico: para o homem ser dessa forma, seguidor desse princípio ético, no qual o bem é não ter posses e o mal é tê-las, o mundo deveria ser um lugar onde nada se pode produzir. Sucede que o homem conforme feito por Deus é racional, e de sua racionalidade humana lhe brota desejos de criar, de realizar; este desejo por si só, invalida a mera hipótese do comunismo dar certo, e mais ainda a ideia de transformação do homem (e que eu saiba, quando um homem perde o desejo de felicidade, a isso se chama depressão, patologicamente).

Quantas lutas através de movimentos sociais não estão presentes até o dia de hoje? Quão numerosos não são os grupos que defendem transformação da sociedade pelas leis, ou revolução armada? E ainda não está aí notória a tentativa de transformação pela cultura?

São todos inúteis. Inúteis e assassinos. Assassinos e genocidas. E com toda essa contagem de corpos, ainda vazios de realização.

Ainda que operem-se os homens para que sejam parecidos com as mulheres, ou que as mulheres criem músculos para submeter o homem, ainda serão homens e mulheres.

Os filhos ainda serão os troféus da humanidade, como continuidade da espécie; queiram os movimentos, ou não. Homens e mulheres continuarão se apaixonando, pois o desejo é genético, e não pode ser alterado. E o homem continuará racional, criativo e buscador da felicidade, pois é essa sua essência; goste o comunismo ou não.

O marxismo correu Europa adentro para se tornar fabiano, fugiu para Ásia para tentar a violência, voltou à Itália e se tornou midiático, na Alemanha se tornou nacionalista, e em Frankfurt se tornou cultural. E todos falharam. Apoteoticamente, falharam.

Não apenas falharam, mas falharam com as mãos sujas de sangue, falharam tentando, mas falharam.

A realidade é essa, que está aí à sua frente em cada vez que você sente sede e pega um copo de água, o homem é isso e é o melhor que pode ser; nada vai mudar, e nada precisa mudar.

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