Quanto menos criminalidade mais desenvolvimento: este é o tema que desenvolvo hoje, e é necessário ter isso em mente a cada nova eleição, pois disto depende o país, depende você, dependo eu, dependem nossas famílias, depende todo aquele que vive dentro do país, e depende todo ser humano dentro de qualquer país e qualquer sistema.

A relação entre criminalidade e desenvolvimento é uma máxima, é inquestionável, está acima inclusive de questões ideológicas (posição que defenderei mais à frente).

Quanto menos criminalidade, mais segurança as pessoas sentem.

Os índices de criminalidade são sempre alarmantes, se em São Paulo o cidadão tem medo de sair à noite, no Rio de Janeiro ele tem medo de sair até durante o dia, e se em São Paulo o cidadão tem receio de frequentar determinadas áreas da cidade, no Rio de Janeiro o assalto é uma certeza, e em ambos os casos, o que predomina é o medo, o cidadão tem que conviver com a hipótese do assalto.

Caso a criminalidade estivesse num nível mínimo aceitável, as pessoas se sentiriam mais seguras, desfrutariam mais a própria vida, e menos a preocupação constante, uma tensão invariável que conduz muitos à uma neurose.

Em outras palavras, o cidadão sente-se seguro na medida que o crime diminui.

Quanto mais segurança, mais liberdade.

O cidadão é quem está preso, privado de sua liberdade; e a razão pela qual está preso é justamente o medo do crime, a insegurança de transitar pela cidade, sabendo que o crime está lá e permanece insolúvel, e ainda aos da esquerda, santificado.

Se o cidadão não pode sair de sua casa, circular pela cidade, com receio de ser vítima de um criminoso, de ter o fruto de seu trabalho subtraído por um sujeito violento armado, então sua liberdade acabou. Está de fato preso (e estamos mesmo).

Esse quadro, seria diametralmente inverso caso a segurança fosse real, caso a hipótese do crime fosse mínima, apenas nessa condição o cidadão desfrutaria do seu direito de ir e vir sem qualquer receio.

Quem discordar, que vá dar uma volta com tranquilidade e sem qualquer desconfiança na Praça da Sé com o celular na mão conversando, com uma bolsa ou carteira um pouco expostos no Anhangabaú, com o vidro do carro aberto na Avenida do Estado, ou parar de moto em qualquer farol da cidade: o cidadão está neurótico por estar preso, sem liberdade e a razão é a falta de segurança.

Apenas havendo segurança, a liberdade pode ser desfrutada, apenas com segurança o direito de ir e vir é respeitado.

Quanto mais liberdade, mais ação.

Sem liberdade o cidadão age menos, menos lugares frequenta, menos hipóteses percebe. Em São Paulo por exemplo, quem ousa abrir um comércio na Zona Leste, em um bairro pobre, sabendo que será assaltado diariamente?

Não abrindo seu comércio, os moradores da região precisam procurar vagas de emprego longe, sacrificando-se em um trânsito caótico, estressante, dentro de um ônibus lotado que não anda, ou de um trem abarrotado que mais parece uma lata de sardinha, ou trafegar por ruas e avenidas completamente paralisadas por tantos automóveis simultâneos, e as opções todas resumem-se à acordar muito mais cedo para ir trabalhar, e voltar um pouco mais tarde após o trânsito diminuir.

Tudo isso pela falta de liberdade, o cidadão inibido de circular, é o cidadão que menos pode fazer alguma coisa, que menos pode realizar suas metas, e em última instância é o que menos pode produzir.

Logo, quanto mais liberdade, mais ação, mais o cidadão pode agir, conforme sua vontade.

Quanto mais ação, mais desenvolvimento.

Os bairros privados de desenvolvimento são aqueles cuja criminalidade assola. Regiões mesmo de favelas, encontrariam soluções para a miséria sozinhas, se o cidadão morador não acordasse sabendo que ali o traficante é quem manda; ele acorda com um sujeito com fuzil na porta do barraco, e dorme sabendo que na casa ao lado tem alguém vendendo drogas, que estão de olho na sua filha para transar, no seu filho para ser aviãozinho (vender drogas), e que se abrir a boca será assassinado.

Que eu saiba, não é intenção dos bancos inaugurar agências, ou das grandes redes de super-mercados abrirem filiais, e nem as bandeiras de postos de combustível, em bairros pobres, justamente pela certeza do assalto, pela falta de segurança.

Sem trabalho não há desenvolvimento, para ninguém, e o trabalho depende da ação das pessoas, são as pessoas que resolverão investir, ou seja, gastar um dinheiro esperando retorno, nestes lugares.

Ninguém lucra com o crime, nem o pobre e nem o rico, que ninguém venha com discurso de luta de classes, pois o pobre é em geral trabalhador, e ser pobre não significa ser bandido, pelo contrário, significa ser um lutador que ainda não acertou o passo, mas que deseja acertar.

Alguém é feliz abrindo a geladeira e armários vazios? Alguém é feliz sabendo que sua conta não sai do vermelho? Alguém é feliz desejando consumir produtos ou serviços, e jamais conseguindo? Nisso o pobre e o rico tem os mesmos desejos, e o pobre não consegue por um motivo: ele não tem segurança, ele é o primeiro a sofrer as consequências do crime, é ele quem fica sem emprego primeiro.

E o rico? Não sofre com isso? Sofre. O rico é por vezes o sujeito que tem o dinheiro para investir ali, que sabe que ali tem um público que precisa e deseja aqueles produtos ou serviços, mas ele não pode, pois sabe que o assalto e a violência ali são não uma hipótese, mas uma certeza. Abrir um pequeno mercadinho de esquina, significa assaltos toda semana, então ele não abre ali, e naquele número daquela rua, pelo menos 5 empregos deixam de ser gerados, e são mais 5 cidadãos saindo mais cedo de casa para atravessar a cidade num trânsito enlouquecedor, para trabalhar no mesmo emprego com o mesmo salário.

Trabalhando longe de casa, ele não pode almoçar em casa, tem que pagar o almoço em outro lugar, e tem que pagar a condução ou o combustível, se desgasta mais e por isso acaba doente com mais frequência. Este prejuízo é o trabalhador, e é para o empregador, que dispõe de um funcionário menos motivado.

E por que tudo isso? Entre os motivos apresentados sempre, um é certo: as altas taxas de criminalidade.

Quem não se lembra do PCC paralisando São Paulo em 2006? É inegável o poder de fogo do crime, a humilhação das forças policiais pela impotência naquela situação, e a completa incompetência do estado no compromisso com a segurança do cidadão; o que ocorre hoje, é exatamente a mesma paralisação, só que num tom mais silencioso.

Conclusão

O raciocínio é simples e precisa ser entendido com urgência:

  • Quanto menos crime, mais segurança.
  • Quanto mais segurança, mais liberdade.
  • Quanto mais liberdade, mais ação.
  • E quanto mais ação, mais desenvolvimento.

O desenvolvimento começa na segurança pública.

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