O princípio ético do cristianismo é o amor ao próximo.

Quando o amor ao próximo é a máxima, a ética que se desenvolve é a seguinte:

O bem consiste em amar o próximo, o mal no contrário, e isto se aplica em toda e qualquer esfera.

Sendo princípio ético, define-se então deveres e direitos.

O amor ao próximo é perfeito como regra pois é dever para quem pratica, e ao mesmo tempo direito para quem recebe; ao mesmo tempo que é direito para quem pratica e dever para quem recebe, configurando-se um fim e ao mesmo tempo um meio.

Do amor ao próximo visto como dever, desenvolve-se a lealdade como valor (lembrando que valor significa “capacidade de atender uma necessidade”). Sendo a lealdade um valor, a solidariedade torna-se sua manifestação constante, e a primeira possível a partir da lealdade.

Não é o amor ao próximo um dever? Então atender as necessidades do próximo, ou seja, ser solidário, é a expressão desse dever na esfera social.

Uma vez que o princípio ético está definido, uma cultura sobre ele está criada, e que um povo concorda com estes princípios, a partir de então é possível delimitar um estado e legislar, bem como criar com tal princípio, sua expressão material, que no final das contas entende-se por economia.

Atender as necessidades do próximo, não é uma manifestação do amor ao próximo? Não é a solidariedade expressa de forma material? Sim. E também é o mecanismo através do qual funciona o mercado; todos buscam colocação, de forma a atender alguma necessidade de alguém, ser útil, ou desenvolver algum produto que seja útil. Ser útil, em última análise, é atender as necessidades alheias, materialmente, é amor ao próximo.

De forma muito resumida (e até grosseira), exponho aqui essa cadeia de argumentos, de como o ensinamento de Jesus Cristo, o dever de amar ao próximo, ao expressar-se além das emoções, manifestar-se materialmente, cria estados, leis, e uma economia.

Uma economia que produziu prosperidade por onde passou.

Quem viu isso além de mim, foi Karl Marx, que afirmou que o “capitalismo” (expressão criada por ele inclusive) possuía um véu ideológico, que é o cristianismo, e que para destruir o capitalismo, seria necessário destruir o cristianismo. Nisso o imbecil estava certo, só é possível destruir um, destruindo o outro mesmo, pois do ensinamento de Jesus, decorre a economia que busca atender as necessidades alheias. Ou não é dessa forma que o mercado funciona? Ou não é a partir da necessidade que se desenvolvem produtos, que só serão vendidos se as pessoas realmente precisarem deles de alguma forma? Pois é.

E onde o cristianismo foi destruído, como nas ditaduras comunistas e as teocracias islâmicas, qual foi o resultado? Prosperidade? Felicidade? Estão felizes as pessoas na Síria? Etiópia? Sudão? Na Coreia do Norte? Em Cuba? Foram felizes na União Soviética? Na China?!

E nos EUA, Coreia do Sul, e outros países nos quais o cristianismo floresceu, seja por via católica, ou protestante, o resultado não foi estrondosamente melhor?

Raciocinar faz bem, e estas coisas são tão evidentes que é necessário ser muito retardado para não perceber.

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