Esta é uma crítica construtiva, e eu espero que entendam o que vou dizer aqui.

Meu voto em 2018 é Bolsonaro, pois estamos alinhados nos princípios e valores, e na grande maioria dos posicionamentos.

No entanto, além da questão pessoal existe a questão da competência política, e eu sei que o sujeito é competente, mas gostaria de alertar o mito para algo, que considero importante.

O Brasil segue a divisão de poderes proposta por Montesquieu, os 3 poderes, legislativo, judiciário, e executivo.

O papel de deputado e senador, serve para o legislativo, criar leis, proibir isso, liberar aquilo, e destinar verbas para uma ou outra área, Bolsonaro fez esse papel muitíssimo bem pois, embora os projetos aprovados tenham sido muito poucos, seu papel não era propor leis, era barrar projetos, ele é da oposição, não da situação, e isso ele fez com maestria, barrou inúmeros projetos que prejudicariam a sociedade.

Já o papel de presidente, é do executivo, executar as leis, é do presidente a assinatura final que permitirá que projetos sejam realizados, ou sejam barrados, e é do presidente que saem as nomeações para os ministérios, que contratarão empresas e lidarão com estatais para atender as demandas do estado brasileiro.

Bolsonaro precisa jair abandonando as preocupações de deputado, manter sim suas posições nas pautas que abordou, mas começar a enriquecer seus posicionamentos, com preocupações pertinentes à posição que espero, se assim Deus permitir, ele alcance em 2018, a Presidência da República.

Torço pelo mito mais que pelo Corinthians, meu time, mas não estou vendo-o falar dos problemas que afligem a população, e que irão ser cobrados dele primeiro nos debates, em seguida no exercício do cargo, e por último como personagem histórico que presidiu o país.

Eu sei que ele pensa nesses problemas sim, pois me parece já ter parte da equipe formada, mas as questões precisam começar a ser abordadas publicamente, suas visões sobre economia, saúde, transportes, etc, todas as pastas ministeriais, pois, lidar com o corpo ministerial, é a coisa principal para um presidente em exercício.

Se ele não começar a falar, Doria começará, o prefeito paulistano começará com o discurso de gestor, o governador fabiano obviamente o apoiará, carregando o colégio eleitoral paulista inteiro, o maior do país. Dadas as dimensões das necessidades do país, Doria poderá se tornar um engodo grave, um problema sério a ser combatido, o novo FHC, e novamente, os pilantras de terno conduzirão o estado brasileiro para a catástrofe.

Bolsonaro precisa, começar a falar como presidente, desde já.

Quais serão suas preocupações e prioridades para além das pautas já conhecidas? O que fará para atender as necessidades que estarão sob sua responsabilidade? Em Deus confiamos, pelo Brasil e por Bolsonaro oramos, e respostas esperamos.

Quem serão os ministros que responderão pela economia, saúde, transportes, educação, infraestrutura, e demais? E por quais motivos?!

Cabeça de presidente pensa em problemas de presidente, avante Mito! Comece a deixar para trás as preocupações de deputado, a cadeira presidencial o aguarda! Esteja preparado!

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