O que se passa dentro de nossas cabeças? Como se forma nossa personalidade? Como chegamos a ser quem somos? Divertida Mente: de dentro para fora propõe-se a responder a estas questões numa aventura divertida e dramática, para crianças e adultos, com leveza e seriedade.

Nossa heroína Riley uma garotinha de Minnesota leva uma vida maravilhosa até que uma mudança inesperada para São Francisco modifica toda sua realidade, longe dos amigos, do colégio, da casa, do quarto, e de tudo que gostava, agora ela terá que lidar com o choque de sua nova realidade e reconstruir tudo praticamente do zero. Enquanto isso se passa no mundo exterior, em seu mundo interior, dentro de sua cabeça, outra estória se passa, os 5 personagens que estão no comando de suas decisões, as emoções Alegria, Medo, Raiva, Tristeza, e Nojo, entram em conflito, cada uma assumindo o controle de Riley um pouco. O trauma da mudança no mundo exterior causa uma bagunça, a Alegria e a Tristeza acabam saindo da sala acidentalmente e se perdendo no labirinto das memórias, com a ajuda dos trabalhadores da mente de Riley, elas terão que passar por uma grande aventura em direção à sala de controle (o consciente) da heroína.

O roteiro (incrível) é inspirado no livro “The Art of Inside Out”, e assinado por três monstros do cinema, Meg LeFauve, Josh Cooley, Pete Docter (também autor do livro), premiados (merecidamente!) por feitos como Carros, The Baby Dance, Toy Story, Ratatouille, Os Incríveis, Monstros S.A., e WALL·E.

A cinematografia de Grant Babbitt (fantástica) encontrou sinergia com as trilhas sonoras (perfeitas) de Michael Giacchino, e a edição (obra de arte) de Kevin Nolting, e isso tudo orquestrado magistralmente pelo diretor Pete Docter.

O filme conduz não somente à reflexão, mas ainda pratica um milagre: induz à auto-análise, te faz vestir o personagem de Riley e pensar “eu também funciono assim!”. Além de, demonstrar que cada emoção tem seu lugar na personalidade, e que nós somos todos construídos à partir de nossas memórias, que por vezes a tristeza nos faz fortes, e que a raiva, o medo, e até o nojo, tem sua função em nossa formação.

Com um orçamento de 175 milhões de dólares, o filme estreou simultaneamente nos EUA e Canadá em 3946 cinemas, e gerou uma bilheteria que ultrapassou 856 milhões, e se tornou a terceira maior bilheteria da Pixar, ainda foi indicado para 106 prêmios, dos quais ganhou 95, incluindo 2 Oscar’s.

A Pixar Animation Studios e a Walt Disney Pictures, acertaram na mosca mais uma vez.

Na minha opinião, assistir esse filme é obrigatório. Nota 10 no mínimo.

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